Propriedades Técnicas

O que é uma placa cerâmica?

Material Composto de Argila e outras matérias primas, secadas e queimadas, podendo ser esmaltadas ou não.
As Placas cerâmicas são utilizadas para recobrimento de uma área (piso ou parede), fazendo parte do sistema de revestimento que é o conjunto formado pelas placas cerâmicas, argamassa de assentamento e rejunte.

Características de avaliação dos pisos e revestimentos cerâmicos

• Aspecto superficial (NBR 13.818:97)
• Absorção de Água (NBR 13.818:97)
• Carga de Ruptura e Modulo de Resistência a flexão (NBR 13.818:97)
• Resistência a Abrasão superficial (PEI - Peças esmaltadas) (NBR 13.818:97)
• Gretamento (NBR 13.818:97)
• Resistência ao Manchamento (NBR 13.818:97)
• Resistência ao ataque químico (NBR 13.818:97)
• Expansão por umidade (NBR 13.818:97)
• Coeficiente de atrito (NBR 13.818:97)
• Dureza segundo escala MOHS (Resistência ao Risco) (NBR 13.818:97)

Aspecto superficial

É a avaliação da estética do produto, se o mesmo não apresenta defeitos ou alterações do padrão apresentado, segundo a norma NBR 13.818:97 as caixas de revestimento cerâmico classificados com qualidade “A” podem apresentar até 5% das peças com defeitos de fabricação.

Absorção de água

É a determinação de quanto de água a placa cerâmica pode absorver quando expostas a umidade ou imersão, a absorção de água é expressa em porcentagem. É Através da absorção de água que é definido os critérios de avaliação do produto e os modelos técnicos a que eles pertencem.
  Método de fabricação
% Absorção de água (Abs) Extrudado (A) Presado (B) Outros (C)
Abs ≤ 0,5 Al Porcelanato Cl
Bla
0,5 < Abs ≤ 3 Blb
3 < Abs ≤ 6 Alla Blla Blla
6 < Abs ≤ 10 Allb Bllb Blll
Abs > 10 Alll Blll Blll

Os produtos Carbus assim como a maioria dos produtos das outras empresas que produzem placas cerâmicas no Brasil estão na faixa de 6% a 10%, ou seja, classe de absorção BIIb.

Carga de Ruptura e Modulo de Resistência a flexão

É a determinação de quanto a placa cerâmica suporta quando flexionada. A resistência às altas cargas depende da granulométrica, compactação, espessura, queima e forma de assentamento.
A carga de ruptura mínima de cada placa prensada fica disposta da seguinte maneira:

Tipo de Produto Módulo de Ruptura (MPa) Carga de Ruptura (kgf=N)
e < 7,5 e 7,5
Porcelanato 35 900 1.500
Bla 32 700 1.300
Blb 27 700 1.100
Blla 20 600 1.000
Bllb 16 500 800
Blll 12 200 500

Resistência a abrasão superficial - PEI

É a determinação da resistência de desgaste da superfície da placa cerâmica quando submetido a materiais abrasivos.
A sigla PEI é a abreviatura do Porcelane Enamel Institute que desenvolveu o sistema de avaliação de abrasão nos pisos e revestimentos cerâmicos, e que ficou como padrão de medição para esta propriedade. Fica definida a utilização dos produtos de acordo com o PEI da seguinte forma:
• PEI 1: Produto recomendado para ambientes residenciais onde se caminha geralmente com chinelos ou pés descalços. Exemplo: banheiros e dormitórios residenciais sem portas para o exterior.
• PEI 2: Produto recomendado para ambientes residenciais onde se caminha geralmente com sapatos. Exemplo: todas as dependências residenciais, com exceção das cozinhas e entradas.
• PEI 3: Produto recomendado para ambientes residenciais internos onde se caminha geralmente com alguma quantidade de sujeira abrasiva que não seja areia e outros materiais de dureza maior que areia.
• PEI 4: Produto recomendado para ambientes residenciais (todas as dependências).
• PEI 5: Produto recomendado para ambientes residenciais e comerciais com tráfego muito elevado. Exemplo: restaurantes, churrascarias, lanchonetes, lojas, bancos, entradas, corredores, exposições abertas ao público, consultório, outras dependências.
(Segundo site do Inmetro - http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/revestimentos.asp)
Atendendo assim a tabela:
Classe de Abrasão PEI Tráfego
0 Nenhum (Parede)
1 Baixo
2 Médio
3 Médio Alto
4 Alto
5 Altíssimo

Gretamento

É a determinação do acordo massa esmalte, a placa é exposta a uma pressão de 500 kPa durante 2 horas, após passadas as 2 horas é avaliado a superfície da peça verificando se ela apresentou algum efeito “craquelê” caso apresente e esse efeito não seja natural da peça o produto está com um defeito de fabricação.
Quando ocorre esse tipo de anomalia no produto é devido a falta de acordo massa x esmalte, quando um expande mais que o outro.

Resistência ao manchamento

É a determinação da facilidade de limpeza de um produto cerâmico. Quanto maior a classificação, mais fácil a limpeza desse produto, sendo a especificação fundamental para sua utilização em cozinhas, hospitais, garagens e em volta de jardins.
A avaliação é realizada colocando-se agentes manchantes, de ação penetrante, oxidante e/ou de formação de película, por tempo determinado.
• Ação penetrante -> óxido de ferro, cromo, óleo leve.
• Ação oxidante -> solução alcoólica de iodo.
• Ação de formação de película -> óleo de oliva puro.
Na Norma NBR 13818:97 no Anexo G classifica em classes de 5 a 1 de limpabilidade, que define a facilidade de remoção de manchas, sendo a resistência mínima para as placas cerâmicas esmaltadas é = 3.
Classe de Limpabilidade Remoção de Mancha
5 Removível com água quente
4 Removível com produto de limpeza fraco
3 Removível com produto de limpreza forte
2 Removível com aplicação de ácido
1 Impossível remoção

Resistência ao ataque químico

A resistência ao ataque químico de uma placa cerâmica é a capacidade da superfície esmaltada, ou não esmaltada, de resistir à ação de agentes químicos que favoreçam o aumento da porosidade e rugosidade da superfície.
Os produtos utilizados no ensaio são ácidos e álcalis, de baixa ou alta concentração dependendo da especificação de uso dos produtos. Os ácidos e álcalis de alta concentração são utilizados para testar os produtos destinados à proteção industrial, já os de baixa concentração são destinados a uso domestico ou comercial onde não houver exposição de soluções químicas concentradas, os ácidos e álcalis de baixa concentração equiparam-se aos produtos de limpeza domestica (Ajax, Cândida, Veja).
Para determinar as classes de resistência ao ataque químico são utilizadas as letras:
• G (esmaltado) e U (não esmaltado).
• H (alta concentração) L (baixa concentração)
• Resistência química: A (alta) B (media) C (baixa).
A norma NRB 13.818:97 define que o produto atenda a “Classe B (GB)” para uso domestico e tratamento em piscina, e para ácidos e álcalis de baixa ou alta concentração fica condicionado a avaliação de acordo com a declaração da empresa, que pode ser “GLA, GLB ou GLC”.

Expansão por umidade

É o aumento das dimensões das placas cerâmicas após o contato com a umidade.
As placas cerâmicas do grupo BIIb tem por características absorver uma certa porcentagem de água devido aos poros da massa, devido a essa absorção a placa pode apresentar um índice de expansão das suas dimensões.
Segundo a norma NBR 13818:97 a maioria das placas cerâmicas, esmaltadas ou não, tem expansão por umidade negligenciável, a qual não contribui para os problemas dos revestimentos cerâmicos, quando são corretamente fixados (instalados segundo orientações do fabricante). Porem com praticas de instalações insatisfatórias ou devido a certas condições climáticas, a expansão por umidade acima de 0,06% (0,6 mm/m) pode contribuir para os problemas (não sendo sua única causa).
Para teste da EPU dos produtos é necessário submeter à placa a 24 h de fervura, e após esse período deve-se medir a mesma e realizar os cálculos de expansão.

Coeficiente de atrito

É a resistência oferecida pela superfície da placa cerâmica ao escorregamento.
O coeficiente de atrito é medido pelo aparelho “Tortus” o qual desliza sobre a placa umedecida com água mais tenso ativo. A classificação da resistência ao atrito fica a critério da empresa, sendo a mesma responsável por declarar se o produto tem ou não maior resistência ao escorregamento ¹.
A classificação segundo a norma NBR 13.818:97 são definidas de acordo com a tabela:
Coeficiente de Atrito Recomendações de aplicação
< 0,4 Instalações normais
>= 0,4 Recomendado para uso onde requer resistência ao escorregamento

Dureza segundo escala Mohs (resistência ao risco)

A dureza da superfície da placa cerâmica é medida segundo a escala MOHS que é composta por 10 minerais, a base do ensaio é aplicar (riscar) a placa cerâmica com os minerais específicos da tabela, e verificar qual foi o mineral de numeração mais alta na tabela que não causou danos ao produto.
Exemplo: Se aplico na placa cerâmica um mineral de numero 4 (fluo Rita) e o mesmo não riscou a placa, e após aplico um o mineral de numero 5 (Apatita) e o mesmo causou riscos a placa, significa que o meu produto tem resistência ao risco de nível 4 na escala MOHS.
Escala de Dureza ao Risco Mohs
Material Dureza Mohs
Talco 1
Gipsita 2
Calcita 3
Fluorita 4
Apatita 5
Feldspato 6
Quartzo 7
Topázio 8
Corindum 9
Diamante 10

OBS.: A escala MOHS não tem ligação alguma à resistência a abrasão superficial (PEI).
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